Revolução Francesa: um novo modelo político

Revolução Francesa: um novo modelo político

Como foi a Revolução Francesa? A Revolução Francesa teve uma longa duração e um período mais violento, denominado como “Terror”. Durante esse período, o governo revolucionário perseguiu e assassinou seus adversários, levando a França a uma guerra civil das mais selvagens, com grande derramamento de sangue. Dessa forma, podemos afirmar que, durante o período da

Como foi a Revolução Francesa?

A Revolução Francesa teve uma longa duração e um período mais violento, denominado como “Terror”. Durante esse período, o governo revolucionário perseguiu e assassinou seus adversários, levando a França a uma guerra civil das mais selvagens, com grande derramamento de sangue. Dessa forma, podemos afirmar que, durante o período da Revolução Francesa, houve sim uma guerra civil. Os revolucionários se dividiram em dois grupos: um grupo dos mais radicais e o outro daqueles que eram contra toda a violência, por temerem a guerra civil.

Quais foram os ideais da Revolução Francesa?

A Revolução Francesa foi movida pelo ideal de atacar as forças que tinham interesse na guerra e que se identificavam com o sistema feudal e o absolutismo monárquico. Isso porque, antes da Revolução Francesa, a guerra já existia com o objetivo de a nobreza conquistar cada vez mais poder.

  • A Revolução Francesa, antifeudal e antiabsolutista, teve como ideais: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” (Liberté, Egalité, Fraternité).

Os revolucionários perseguiam e assassinavam seus adversários, com o princípio de conquistar a paz universal. Será que esta é uma justificativa aceitável?

Quais foram os resultados da Revolução Francesa?

De qualquer forma, a França revolucionária consegue acabar com a Monarquia Absolutista e ser o principal país de regime republicano.

No período em que Napoleão esteve no poder, a intenção de expansionismo e de conquista colonial tornou-se cada vez mais evidente. Mas as lutas revolucionárias não possuíam como princípio a liberdade e a paz perpétua? O balanço traçado por Engels (1955), no final do século XIX, afirma: “a paz perpétua que tinha sido prometida se transforma em uma guerra de conquista sem fim”. Ou seja, a burguesia está no poder e deseja o poder. Suas aspirações são claras desde a crise do feudalismo.

Radicalizar e só apresentar pontos negativos da Revolução Francesa seria muito simplista. Muitos interesses estavam envolvidos e muitas conquistas aconteceram, mudanças que, mesmo criando outros problemas (desigualdades sociais, acumulação de capital, entre outros), trouxeram luz, em um determinado momento, à sociedade da época, que não tinha voz, era explorada, manipulada pela Igreja, e isso exige uma análise mais complexa dos prós e contras.

Napolião Bonaparte

  • De qualquer forma, a guerra não deixa de ser um monstro que leva os homens a se matarem uns aos outros. A cada época terá um motivo, seja político, econômico ou religioso. Além disso, houve conquistas sim, mas e a realização da paz perpétua? Ela não foi realizada nem pela Revolução Francesa, nem por outra revolução ou guerra.

Portanto, mesmo em contextos e períodos históricos bem diferentes, o momento de terror que a Revolução Francesa proporcionou, assim como outras guerras, trouxe mais prejuízos do que benefícios. A guerra promove dor, perdas, destruição, violência. Não há justificativas plausíveis.

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