O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Centro-Sul Fluminense enfrenta uma grave crise de governança após um racha escancarado na manhã desta sexta-feira (10). Sete municípios abandonaram a reunião destinada à eleição do novo presidente do colegiado, acusando Miguel Pereira de manobrar para se manter no comando. Até o final de 2024, o consórcio era liderado
O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Centro-Sul Fluminense enfrenta uma grave crise de governança após um racha escancarado na manhã desta sexta-feira (10). Sete municípios abandonaram a reunião destinada à eleição do novo presidente do colegiado, acusando Miguel Pereira de manobrar para se manter no comando.
Até o final de 2024, o consórcio era liderado por André Português (PL), então prefeito de Miguel Pereira, que deixou o mandato em dezembro do ano passado. Em seu lugar, assumiu a liderança do consórcio o atual prefeito da cidade, Pedro Paulo Quinzinho (PP), eleito nesta sexta-feira. No entanto, o processo foi marcado por polêmicas.
Três municípios – Paraíba do Sul, São José do Vale do Rio Preto e Três Rios – foram impedidos de votar sob a justificativa de inadimplência, o que gerou revolta. Júlio Canelinha (União), prefeito de Paraíba do Sul e candidato à presidência, não pôde participar da disputa. A exclusão desses votos foi o estopim para o protesto de outros gestores.
Em um ato de repúdio, os prefeitos Cláudio Mannarino (União), de Comendador Levy Gasparian; Breninho (PRD), de Sapucaia; Zé Carlos do Mariano (MDB), de São José do Vale do Rio Preto; além de Guilherme Guido, secretário de Saúde de Três Rios, representando o prefeito Joa (REP); Gutinho (PP), de Areal; e Jorge Henrique (SDD), de Mendes, se retiraram da reunião.
Os sete municípios descontentes anunciaram que vão entrar na Justiça para pedir a anulação da eleição e cogitam até criar um novo consórcio, rompendo com a estrutura atual. Eles acusam Miguel Pereira de violar a Lei Federal 11.107, que regula os consórcios públicos.
Segundo os prefeitos dissidentes, a legislação federal permite apenas uma reeleição para mandatos de dois anos, o que deveria impedir a recondução de um representante da mesma cidade após quatro anos. No entanto, André Português esteve à frente do consórcio por oito anos, e agora, seu sucessor segue no cargo.
A crise expõe uma insatisfação latente entre os municípios e levanta questionamentos sobre a gestão e transparência do consórcio. Os próximos passos prometem acirrar ainda mais os ânimos, com impactos diretos na saúde pública da região.


















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